Ainda vale a pena o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). Ele representa uma oportunidade para estudantes brasileiros cursarem o ensino superior em instituições privadas.  Ao longo dos anos, o FIES passou por transformações significativas, culminando na atual versão conhecida como Novo Fies, subdividido em modalidades que oferecem diferentes abordagens de financiamento.

Desde seu funcionamento até as vantagens e desafios envolvidos, exploraremos detalhes cruciais do programa para ajudar na compreensão de sua viabilidade e nas decisões relacionadas à educação superior.

O que é o FIES?

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do governo brasileiro que oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em instituições privadas. Ele é uma alternativa para aqueles que buscam suporte financeiro para custear os estudos.

Para ser elegível ao financiamento, é necessário estar matriculado em cursos com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

O programa de financiamento passou por diversas mudanças ao longo dos anos e, em uma de suas últimas reformulações, ficou conhecido como Novo Fies. Essa versão se apresenta como uma opção mais moderna de financiamento estudantil. Com essas mudanças, o programa foi dividido em três modalidades: a Fies (modalidade I) e o P-Fies (modalidades II e III).

Na modalidade I, o financiamento é oferecido diretamente pelo governo ao estudante, o que o torna mais acessível. Já na modalidade P-Fies, o financiamento é disponibilizado por instituições financeiras, mas utilizando recursos públicos. Isso permite oferecer um financiamento mais vantajoso em comparação ao mercado, embora seja um pouco mais caro do que na modalidade I.

Quando acontece o FIES?

O Fies geralmente acontece duas vezes por ano, no início do primeiro semestre e no início do segundo semestre. No segundo semestre, as inscrições costumam ser abertas em julho, logo após a divulgação dos resultados do Programa Universidade para Todos (Prouni). No entanto, é importante ficar atento, pois o período de inscrições costuma ser curto, geralmente com apenas quatro dias corridos.

Como funciona o FIES?

No início de cada semestre, o Fies abre inscrições para candidatos que desejam um financiamento estudantil. Os selecionados recebem auxílio do Governo Federal para pagar as mensalidades do curso até a conclusão. Após formados, eles devem devolver o valor financiado em parcelas mensais.

O financiamento tem três fases:

Durante o curso:

Durante a graduação, paga-se apenas o encargo operacional estabelecido em contrato, além do custo do seguro de vida.

Período de Carência e Amortização:

Não há mais período de carência desde 2018. Após a formatura, inicia-se a fase de Amortização. Se o estudante tiver renda, as parcelas são descontadas automaticamente. Caso contrário, o pagamento mínimo é estabelecido.

Todos os pagamentos são feitos diretamente às instituições financeiras. O governo prevê um prazo máximo de 14 anos para quitar a dívida.

Quem pode participar do FIES?

Para participar do processo seletivo do Fies, é preciso atender aos seguintes critérios:

Ter desempenho de, no mínimo, 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação de qualquer edição do Enem a partir de 2010.
Ter renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Não podem participar do programa os estudantes que:

Estejam com a matrícula trancada.
Já tenham sido beneficiados com o financiamento do Fies.
Estejam inadimplentes com o Programa de Crédito Educativo (PCE / CREDUC).
Sejam beneficiários de bolsa integral do ProUni.
Sejam beneficiários de bolsa parcial do ProUni em outro curso que não seja o da inscrição do Fies.

Apenas instituições de ensino superior reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC têm autorização para disponibilizar vagas no Fies. Algumas dessas instituições, que também oferecem condições especiais de desconto em suas mensalidades.

Vale a Pena o FIES?

Vantagens:

Acesso ao Ensino Superior: O FIES possibilita o acesso ao ensino superior para estudantes que não têm condições financeiras de arcar com as mensalidades.

Carência e Amortização: O pagamento do financiamento só inicia após a conclusão do curso, e o valor é ajustado de acordo com a renda do estudante.

Taxas de Juros Atrativas: As taxas de juros do FIES costumam ser mais baixas em comparação a empréstimos tradicionais.

Desvantagens:

Dívida Futura: O estudante contrai uma dívida que será paga após a conclusão do curso, o que pode impactar sua vida financeira no futuro.

Restrição de Instituições: O FIES está disponível apenas em instituições de ensino superior privadas que tenham aderido ao programa.

Critérios de Elegibilidade: A participação no FIES está sujeita a critérios específicos, limitando o acesso de alguns estudantes.

Quando é Interessante Contratar o FIES?

Contratar o FIES pode ser interessante quando:

Não há condições financeiras de arcar com as mensalidades integrais;

O curso desejado está disponível apenas em instituições privadas;

As taxas de juros e condições do FIES são mais favoráveis do que outras opções de financiamento.

Em Resumo, a decisão de optar pelo FIES deve levar em consideração diversos fatores, como a realidade financeira do estudante, o curso desejado e as condições do contrato. Este guia do site Mutonz ofereceu uma análise sobre se vale a pena o FIES, abordando vantagens, desvantagens e os momentos em que essa modalidade de financiamento pode ser mais vantajosa.

Antes de tomar uma decisão, é essencial avaliar as condições específicas do programa, assim como buscar orientação financeira e educacional para garantir uma escolha alinhada com os objetivos do estudante.